ABADIA DE FONTGOMBAULT





  

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Artigos Junho 2007



    sábado, 31 de janeiro de 2009

    INTREVISTA A MONS . FELLAY (CONT.)



    Como hamonizar o Motu Proprio - que é um avanço, diz V. Excia., - com essa vontade de manter o ensinamento conciliar ?

    Sobre esse ponto, só se pode experimentar, uma grande perplexidade. E isso tanto mais que o Papa, ao mesmo tempo que cobre de sua autoridade esses documentos oficiais, manifesta com o Motu Proprio a intenção de reabilitar não só a Missa tridentina, mas também toda a liturgia tradicional. Ele declara que permanecem em vigor a Missa sob todas as suas formas, Missa de casamento, Missa de Requiem, mas também todo o ritual tradicional, todos os sacramentos e mesmo o breviário. Se apenas a Missa fosse reconhecida, isso seria uma coisa muito banal.

    Sabe-se muito bem que durante todos esses anos de indulto, certos Bispos tentaram limitar a vida litúrgica tradicional à Missa, até obrigando os fiéis a irem se confessar ao pároco de sua paróquia que, de todo modo, se reservava os batizados, e os enterros. Nos Estados-Unidos, os Bispos puseram-se de acordo: havia uma Missa de idulto por diocese, e nela deveria haver um mínimo de duas horas entre o fim da Missa nova e o início da Missa tridentina para separar bem as coisas.

    Os Padres tinham a obrigação de pregar, nessa Missa, sobre os benefícios do Vaticano II . A coleta de esmolas era para a paróquia que conservava o monopólio dos demais sacrementos, segundo o ritual moderno. Vê-se bem que o Papa não se situa nessa ótica.

    O estatuto da Missa tridentina, com o Motu Proprio é de novo o de uma lei universal. Não é mais uma lei particular, um indulto. E é bem isso que saudamos, o que não quer dizer que estamos de acordo com tudo o que se acha no próprio texto, principalmente com essa idéia insustentável de duas formas para uma só Missa.

    Paradoxalmente, ao mesmo tempo que é reconhecida a não abrogação da Missa tridentina, são anunciadas certas mudanças. De um lado, se diz que é preciso não misturar os ritos ordinário e extraordinário, mas de outro lado, espera-se que eles mutuamente se fecundem. Diz-se que será preciso fazer entrar alguns santos novos, sem falar directamente de um novo calendário para a liturgia tradicional. Do mesmo modo, ouve-se dizer que o novo leccionário poderia vir a ser enriquecido dessa liturgia tradicionalR30;

    Mas não se disse que o Papa quase não era apoiado nem em Roma, nem nas dioceses nessa restauração da antiga Missa ?

    É certo que Bento XVI para promulgar esse Motu Proprio teve que enfrentar pressões terríveis. Soube que o Papa disse a seu círculo mais íntimo: «Nunca sofri tanto em toda a minha vida do que com esse Motu Proprio ». Mas ele acrescentava esta frase: « Eu devia fazê-lo por motivo de consciência».



    O Papa faz questão disso, e ele não cede, mas ele não pode contar com o apoio dos Bispos. Essa oposição episcopal é enorme. Sabe-se que houve pelo menos quatro Conferências episcopais que escreveram, antes do Motu Proprio, para dizer que elas não queriam o Motu Proprio.

    Foram as Conferências da França, da Inglaterra, da Alemanha, e, com uma menor maioria, a dos Estados Unidos. Os Bispos alemães, quando de sua visita ad limina, declararam muito claramente: « Não queremos saber desse Motu Proprio». Eles dirigiram mesmo um pedido nesse sentido ao Prefeito da liturgia, o Cardeal Arinze.

    Diante de tais fatos, pode-se medir a tenacidade do Papa. Realmente, ele quis aprovar esse gesto. A mesma coisa aconteceu a propósito do pro multis na Consagração, traduzido na maior parte das línguas vernaculares como sendo « por todos » e não como «por muitos».



    Numa carta de 17 de Novembro de 2006,que o Cardeal Arinze dirigiu aos presidentes das Conferências Episcopais do mundo inteiro um pedido de retificação dessa tradução errada. É preciso saber que essa carta tinha sido precedida de uma pesquisa. Não tive o resultado definitivo, mas sei que, em certo momento, sobre 35 conferências episcopais que tinham respondido, somente três eram a favor do «pro multis, por muitos », todas as outras queriam manter o «por todos».

    Aí também, há uma proporção enorme de oponentes, e o Papa mantem a posição contrária, colocando um ato que vai contra a colegialidade à qual entretanto ele é apegado. Ele enfrenta os Bispos que não baixam as armas, pois que, depois da carta, numerosas Conferências Episcopais, pediram a Roma uma dispensa para poder conservar o «por todos»
    .
    As reações dos Bispos após a promulgação do Motu Proprio, nós as temos ante os olhos. Pode-se dizer que, se quanto ao direito, o estatuto da Missa antiga mudou, ao nivel dos fatos em uma muito grande parte da Igreja, quase nada mudou. Quase por toda parte os Bispos fazem tudo o que podem para incomodar a nova situaçao, como se se estivesse ainda no tempo do indulto, isto é, eles submetem à sua autorização a celebração da antiga Missa.

    Assim, eles exercem um tal controle sobre o retorno da antiga liturgia que eles tornam-na praticamente impossível. Eles paralisam o Motu Proprio. A oposição é tão forte que Roma se vê obrigada a fazer um texto para a aplicação do Motu Proprio, o qual não se sabe quando vai sair, nem mesmo se poderá um dia sair. Recentemente ouvi falar de uma gaveta sem fundo para esse documentoR30; Certo é que assistimos atualmente a um conflito muito grave, no qual a questão não é a Missa, mas o poder pontifical.



    Porque Bento XVI é muito apegado à colegialidade, agora ele se acha diante de um problema, que ele mesmo chama um problema de consciência, e no qual ele é obrigado a agir contra o princípio da colegialidade. O Papa se vê constrangido a fazer gestos que ele jamais faria, se ele não se encontrasse face a essas dificuldades. É por isso que devemos rezar por ele. Estamos numa nova configuração da crise da Igreja, numa situação conflituosa relativamente aguda entre o Papa e os Bispos, na qual somos apenas espectadores.

    Sempre combatemos pelo retorno da antiga Missa, nós, seguramente, estamos contra o «por todos», mas agora esses elementos de nosso combate são retomados pelo Papa que se acha por isso mesmo em oposição aos Bispos. O que dá a impressão que o Papa está, se se pode dizer isso, do nosso lado.

    Muitos de nossos fiéis e mesmo muitos de nossos Padres acham assim. E é nesse ponto que é preciso que sejamos vigilantes e não esquecermos os outros documentos romanos que permanecem na linha doutrinária do Concílio. Eis porque o Motu Proprio torna a situação presente mais complicada.

    Muito evidentemente, há correções que vão na boa direção. Ninguém pode negar que corrigir o «por todos» restabelecendo o «por muitos», vai na boa direção. Da mesma forma, dar mais possibilidades à antiga Missa, é muito positivo. Não há nenhuma dúvida sobre isso.

    Entretanto, ainda uma vez, esses atos não são completos; eles não se acompanham de um verdadeiro retorno à doutrina tradicional. E entretanto o pequeno retorno à Tradição que eles e exprimem já provoca um conflito na Igreja.

    SAGRADA COMUNHÃO COMUNHÃO NA BOCA, DE JOELHOS E DAS MÃOS DO SACERDOTE



    CATECISMO ROMANO

    "Devemos, pois, ensinar que só aos sacerdotes foi dado poder de consagrar a Sagrada Eucaristia, e de distribuí-la aos fiéis cristãos. Sempre foi praxe da Igreja que o povo fiel recebesse o Sacramento pelas mãos dos sacerdotes, e os sacerdotes comungassem por si próprios, ao celebrarem os Sagrados Mistérios. Assim o definiu o Santo Concílio de Trento; e determinou que esse costume devia ser religiosamente conservado, por causa de sua origem apostólica, e porque também Cristo Nosso Senhor nos deu o exemplo, quando consagrou Seu Corpo Santíssimo, e por Suas próprias mãos O distribuiu aos Apóstolos.

    De mais a mais, com o intuito de salvaguardar, sob todos os aspectos, a dignidade de tão augusto Sacramento, não se deu unicamente aos sacerdotes o poder de administrá-lo: como também se proibiu, por uma lei da Igreja, que, salvo grave necessidade ninguém sem Ordens Sacras ousasse tomar nas mãos ou tocar vasos sagrados, panos de linho, e outros objetos necessários à confecção da Eucaristia.

    Destas determinações podem todos, os próprios sacerdotes e os demais fiéis, inferir quão virtuosos e tementes a Deus devem ser aqueles que se dispõem a consagrar, a ministrar, ou a receber a Sagrada Eucaristia".


    CATECISMO MAIOR DE SÃO PIO X

    "No ato de receber a sagrada Comunhão, devemos estar de joelhos, com a cabeça medianamente levantada, com os olhos modestos e voltados para a sagrada Hóstia, com a boca suficientemente aberta e com a língua um pouco estendida sobre o lábio inferior. Senhoras e meninas devem estar com a cabeça coberta".

    MISSAL ROMANO (Forma Extraordinária)
    O Missal Romano determina que a partir do momento da consagração, o sacerdote deve manter juntos os dedos indicador e polegar, de tal forma que, ao elevar o cálice, ao virar as páginas do missal ou ao abrir o sacrário, aqueles dedos toquem somente a Hóstia consagrada. No final da missa, o sacerdote passa com a patena sobre o corporal e limpa-o para dentro do cálice, para que possa ser recolhida e consumida com reverência a menor Partícula que possa ter aí ficado. Após a comunhão, as mãos do sacerdote são lavadas sobre o cálice com água e vinho – consumidos reverentemente, impedindo que alguma Partícula seja profanada.

    SANTO TOMÁS DE AQUINO

    "Pertence ao sacerdote distribuir o Corpo de Cristo por três motivos. Primeiro, porque é ele que consagra na pessoa de Cristo. Assim como Cristo consagrou o seu corpo na Ceia, assim também distribuiu-o aos discípulos. Por isso, assim como pertence ao sacerdote consagrar o Corpo de Cristo, assim também o de distribui-lo.

    Segundo, porque o sacerdote se constitui intermediário entre Deus e o povo. Portanto, como lhe pertence apresentar a Deus as oferendas do povo, assim também lhe pertence distribuir ao povo os dons divinamente santificados.

    Terceiro, porque por respeito à Eucaristia, nada a deve tocar que não esteja consagrado. Por isso, consagram-se os corporais, os cálices, igualmente as mãos do sacerdote para tocarem este sacramento. Não é lícito, pois, a ninguém mais tocá-lo, a não ser em caso de necessidade, por exemplo se cair no chão ou em outro caso semelhante"
    (Suma Teológica, III, q.82, a.III).

    "Depois da consagração, o celebrante une os dedos, isto é o polegar com o indicador, que tocaram o Corpo consagrado de Cristo, para que, se alguma partícula aderira a eles, não desprenda. Manifesta o respeito devido ao sacramento" (Suma Teológica, III, q.83, a.VI, ad5).

    SÃO FRANCISCO DE SALES

    "Começa já na véspera do dia da comunhão a te preparar com repetidas aspirações do amor divino e deita-te mais cedo que de costume, para te levantares também mais cedo. Se acordas durante a noite, santifica esses momentos por algumas palavras devotas ou por um sentimento que impregne tua alma de felicidade de receber o divino esposo; enquanto dormes, ele está velando sobre o teu coração e preparando as graças que te quer dar em abundância, se te achar devidamente preparada. Levanta-te de manhã com este fervor e alegria que uma tal esperança te deve inspirar, e depois da confissão aproxima-te com uma grande confiança e profunda humildade da mesa sagrada, para receber este alimento celeste, que te comunicará a imortalidade.

    Depois de pronunciares as palavras: "Senhor, eu não sou digno ...", já não deves mover a cabeça ou os lábios para rezar ou suspirar; mas, abrindo um pouco a boca e elevando a cabeça de modo que o padre possa ver o que faz, estende um pouco a língua e recebe com fé, esperança e caridade aquele que é de tudo isso ao mesmo tempo o princípio, o objeto, o motivo e o fim".

    ENTREVISTA AO CARDEAL ANTÓNIO CAÑIZARES LLOVERA ,NOVO PERFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO (EXTRACTOS )



    Supongo que para usted, Eminencia, será muy duro dejar Toledo…

    Efectivamente dejar Toledo es un desgarro, un despojo; pero lo vivo como una experiencia de unidad con la Iglesia, como aquella de la que habla san Pablo en su carta a los filipenses. El despojarse de sí mismo es la gran esperanza de la humanidad, es una experiencia que vivió Abraham, cuyo ejemplo me está ayudando mucho en estos días: “Ve hacia la tierra que te mostraré”.

    También yo voy hacia una tierra prometida, tierra de futuro. Dios me conduce donde está el futuro, que es junto a Pedro, con Pedro, siempre con Pedro. Voy, además, a la Congregación para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos.

    ¿Dónde está el futuro del hombre si no es en la adoración de Dios? El Papa está insistiendo de todos los modos sobre este punto. Basta leer su bellísimo libro “Introducción al espíritu de la liturgia”, que es mi programa de acción como prefecto de la congregación.

    La adoración es la ofrenda a Dios, es el reconocimiento de Dios como centro de todo, aquel Dios que no es antagonista del hombre sino, por el contrario, que va al encuentro del hombre, lo eleva, lo ennoblece.



    Delante de Él, el hombre sólo puede decir: “Estoy aquí, me ofrezco en todo lo que Tú me has dado que es precisamente la persona de Cristo”. A través de la liturgia, Cristo se hace presente en la Iglesia, la cual no es simplemente una sociedad que prosigue “la causa de Jesús” sino que es Jesús mismo presente y operante en ella.

    En la liturgia nos sentimos transformados porque vemos cada cosa desde Dios y, en consecuencia, transfigurados por su amor, que se realiza en la Eucaristía. En la liturgia, Dios va al encuentro del hombre, Dios habla al hombre como amigo, le revela su intimidad, lo hace entrar en su secreto y su verdad.
    *
    Benedicto XVI ha insistido mucho sobre el carácter de la Tradición como elemento constitutivo de la fe de la Iglesia. En sus catequesis sobre los Santos Padres, en sus homilías y en sus discursos, se refleja constantemente este pensamiento.



    De hecho, la Tradición por excelencia, el evento fundamental de la Tradición, es la Eucaristía. Lo dice san Pablo: “les he transmitido lo que he recibido”. La Eucaristía es fundamentalmente Tradición, don de la realidad única que la Iglesia tiene y que constituye la Iglesia, Jesucristo.

    Y la Iglesia de Jesucristo ha sido y será siempre Tradición, nunca ruptura con cuando ha heredado. Algunos han sostenido que la reforma conciliar rompía con la liturgia precedente pero en realidad es lo contrario: se trataba de dar aquello que se había recibido con fidelidad y, obviamente, con la natural actualización de las que algunas formas tenían necesidad.



    Por eso pienso que la verdadera renovación de la Liturgia es asumir la Tradición, haciendo posible una Iglesia capaz de donar aquello que es su riqueza, vida y pensamiento, aquello que ha transformado la historia y generado una humanidad nueva. La Liturgia es memoria, pero no memoria de un pasado inerte sino más bien de algo que se está realizando delante de nosotros y que aún debe realizarse en su plenitud.
    *
    ¿No le parece que los católicos a menudo hemos convertido esta memoria viva en letra muerta? Cuando un católico dice en la Misa, por ejemplo, “¡Ven Señor Jesús!”, ¿usted cree que es plenamente consciente de lo que está diciendo?

    Lamentablemente ya no somos conscientes de que al decir “¡Ven Señor Jesús!” estamos repitiendo el marana tha de San Pablo (1 Corintios 16, 22) y del Apocalipsis (22, 20), y no lo relacionamos ni siquiera con la frase del Padrenuestro “venga a nosotros tu reino”. Hemos hecho de las palabras litúrgicas una rutina. Aquel “¡Ven Señor Jesús!” es pronunciado por una comunidad que está viviendo en la dificultad y que anhela el retorno de su Salvador.

    Y, naturalmente, si lo dijéramos con toda la verdad que contiene estaríamos expresando también todo el “espíritu de la liturgia” ya que estaríamos pidiendo que lo que está ocurriendo allí se convierta en realidad histórica y visible para los hombres y santifique también el futuro del hombre: la vida eterna. Recuperar la liturgia, recuperar la Eucaristía dominical, debe ser uno de los compromisos de la Iglesia: sobre este punto han insistido mucho los últimos dos Papas. Es necesario superar la “rutinización”; es necesario realizar una formación profunda en la liturgia.
    *
    Es decir, una catequesis sobre la liturgia…



    Efectivamente, una catequesis de la liturgia. Además, que todo en la catequesis conduzca a la liturgia. Se ha separado mucho liturgia y catequesis; el catecismo de la Iglesia Católica, en cambio, las une plenamente. Volvamos ahora al “¡Ven Señor Jesús!” que usted ha citado antes. Si tomamos los textos catequísticos y examinamos como son consideradas estas realidades últimas observamos que con frecuencia no son tratadas o, si lo son, son vistas como una especie de utopía o de escatología social.

    Han desaparecido la resurrección de la carne (y esto ha condicionado incluso la traducción misma del Credo), la vida eterna, la retribución personal, el estar realmente con Dios. Y así la fe se transforma en un secularismo más o menos espiritualista. Una ausencia similar constatamos al examinar el modo en que se trata la Creación en estos textos catequísticos. Si no hay Creación, no hay vida eterna: el hombre es sólo de este mundo, inmanentismo puro.

    Esta distorsión de los dogmas de la fe se ha cristalizado en la presentación del “Jesús de los valores”, el Jesús que sólo sería un mero modelo moral para imitar; de este modo, la misma crucifixión se puede presentar, como se lee en algunos libros, como una especie de accidente de trabajo.

    Se pierden así los valores de sacrificio, redención, expiación, reconciliación, misericordia que nos salva del pecado, del abismo de la muerte y del infierno. No se habla ni siquiera del infierno, otra realidad ausente como también está ausente el pecado original. Y así la fe se transforma en un moralismo fácilmente sustituible por cualquier otro.
    Fonte: La Buhardilla de Jeronimo

    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

    PROGRESSISMO DO CARDEAL SIRI (IV PARTE)



    Progressismo - Cardeal Siri - Parte IV

    6. Tanto quanto possível acolher todas as várias filosofias e familiarizar-se com elas.

    Outro apanágio que assegura a tão desejada classificação de “progressista”. Um princípio decantado de todos os modos pelo progressismo é o de acolher todo o pensamento como sendo fluente, procurar adequar a ele a mensagem cristã e, se necessário, fazer segundo ele, como que, uma reinterpretação da revelação divina.

    Quem não consente com este ponto de vista é um conservador inveterado, um velho rude inútil, em quem nenhuma pessoa culta acreditará mais.

    Apresentamos o fato de forma absolutamente crua; muitos, que gostam de ser progressistas, do ponto de vista do gênero, gostam de apresentá-lo em doses variáveis, até mesmo homeopáticas, o que lhes permite sempre uma tempestiva retirada estratégica.

    Tenhamos bem em mente este modo de agir.

    - O pensamento humano muda, diz-se. Melhor: muda o pensamento acadêmico segundo os ídolos do momento. Fora da profissão filosófica e intelectual etiquetada, continua a viver bem ou mal o bom senso. É verdadeiro, porém, que os instrumentos da cultura se orientam segundo os ditames da moda e assim influenciam muitos espíritos e muitos acontecimentos, como acontece no nosso tempo com os métodos hegeliano e freudiano, ainda que os seus autores sejam desconhecidos para muitos e sejam, ademais, mortos.

    - Aceitar qualquer pensamento humano, frequentemente contraditório, significa algo mais que mudar a cabeça, mas, sobretudo significa não acreditar na existência da verdade. Se esta hoje é branca, amanhã é negra, quer dizer que não existe. A consequência lógica é patente: se se deve ajustar sempre a Palavra de Deus a este cenário cambiante, se aceita que não existe a verdade, a Revelação, Deus. A consequência é tremenda, mas não lhe escapa. O mesmo vale para a reinterpretação do dogma.

    O progressismo que aceita o relativismo. Que coisa pode mais defender na fé? Tudo é destruído. Não heresia, mas já apostasia!

    Com tudo isso não se exclui, de fato, que as diversas e contraditórias manifestações do pensamento possam ter qualquer parte ou aspecto imune à sua lógica interna destrutiva e, portanto, aceitável; que tais aspectos cheguem a ser iluminados, que tais estímulos sejam aferentes. Tanto menos se exclui que a mensagem evangélica seja apresentada de modo compreensível aos homens do próprio tempo, usando com a devida cautela a sua linguagem e os seus meios expressivos.

    O parentesco entre o progressismo e o relativismo, ou seja, o modernismo condenado, é um parentesco por demais vergonhoso para se gloriar.

    7. A recusa da apologética.

    Estamos sempre na bagagem que autoriza a ser progressista.

    As premissas da Fé (apologética) não se demonstram mais. A razão? Já foi dita e deriva logicamente de suas premissas: vimos que o progressismo aceita o relativismo (mesmo quando o desmente, nos seus cultores mais pávidos e menos explícitos). Vimos que para este não existe verdade objectiva. Devemos deduzir que a questão da Fé é uma mera questão de fé devocional, insuflada pelo sentimento (modernismo); o que há, pois, para se demonstrar? Nada.

    De fato, no campo bíblico se põe em dúvida ou o texto ou o significado que a Igreja (Magistério) sempre lhe atribuiu, se põe em dúvida a historicidade dos Evangelhos, da Ressurreição de Cristo... Não é preciso demonstrar estas coisas. A Fé vai bem e é professada; é inútil buscar os elementos de prova.



    Não vale que nenhum livro histórico da antiguidade tenha demonstrações de crítica externa e interna, as têm os livros da Bíblia. Estas coisas não servem mais.

    Vimos e veremos a toda hora tantas pessoas voltarem-se para Deus, somente porque é possível dar uma demonstração científica, por exemplo, do evangelho de Mateus. Mas é preciso renegar também esta honesta capacidade que o Evangelho de Mateus – como os outros – tem de se fazer preceder pela mais rigorosa documentação da sua autenticidade. Isto é o progressismo.

    Muitos anos atrás não conseguíamos entender porque um escritor de não muito peso não queria ouvir falar de “apologética”; agora entendemos. Mas não que ele o soubesse, não era capaz de tanto; era manobrado por quem, em silêncio, o sabia.

    Muitos, que na mais perfeita boa fé, deram uma certa ordenação nova às matérias teológicas a serem estudadas, ordenação com a qual jamais consentimos, não sabiam que cumpriam um comando do modernismo latente sob as cinzas.



    O silêncio, de fato, sobre a apologética, que se percebe em toda parte, o estupor sincero da parte de quem sempre considera necessária a apologética, o ato de fingir ignorar o seguimento lógico dos “porquês” da mente dos homens, indica até que ponto entrou o modernismo também em homens rectos e honestos.

    Observando-se bem e, sobretudo, deixando de lado a erudição inútil, usando a própria mente, e se verá que todo o progressismo está eivado de modernismo. Talvez a recusa da apologética seja a manifestação mais reveladora. Citar, sim; raciocinar, não! Porque a razão e o seu valor não pode ser acolhida pelo modernista. É necessário algo mais para compreendê-lo?

    8. A reabilitação dos heréticos.

    Aqui está a largueza de coração do progressismo.

    Já recordamos no n. 3 a ideia brilhante de quem propôs a canonização de Lutero. Mas há outro: os atingidos pelos anátemas do passado granjearam uma notável simpatia e têm muitos advogados de defesa, ou pelo menos em busca de atenuantes. Giordano Bruno, por exemplo, em certas revistas, ressurge das cinzas com fôlego para dizer “me fizestes esperar quatro séculos, mas consegui”. Os escritos dos autores protestantes, de deveriam estar no Index, em força do cânon 1399 (CIC 1917), são citados habitualmente no lugar de Santo Agostinho e de Santo Tomás. A euforia mais entusiasta acolhe todos aqueles que foram atingidos por censuras canônicas, antes como hoje, merecidas.

    Mas tudo isto é normal?

    Os filhos que elogiam em casa aqueles que causaram a ruína dos pais, que estão alinhados com os perseguidores dos próprios pais, se chamam “degenerados”.

    Evidentemente a capacidade lógica para distinguir entre a instituição divina da Igreja e os homens que a conduzem fazem toda a falta.



    Mas o entendimento subjacente não é mais tão invisível. São exaltadas as pretensas vítimas do magistério eclesiástico, para atingir o magistério eclesiástico; são engrandecidos os destruidores da disciplina eclesiástica para humilhar a Hierarquia, que tutela a própria disciplina. Aos heréticos e aos rebeldes aconselharemos a não confiarem muito em tais tortos amigos.

    Muitos erros são afirmados, defendidos, divulgados, não tanto por si mesmos, mas somente para desprezar alguém. Eles são simplesmente a desculpa para as mais infantis paixões humanas.

    Tudo dá caldo e, elogiando um pouco os rebeldes, apoiando um pouco os desgarrados, remexendo as coisas de modo próprio, se consumam as vinganças, se manifestam as invejas, se tornam conhecidos os desapontamentos daqueles que creem não ter podido “chegar”;sobretudo, na grande feira, fazem como lhes agrada. Os piores!

    Ainda há condenações, certamente, mas existem, em via histórica, para aqueles que no passado trabalharam duro e fizeram o seu dever e para aqueles que hoje, dando-se conta da confusão e do regresso espiritual, desejariam deter suas causas.

    Dir-se-ia que os Santos pertencem ao passado e os heréticos ao futuro: é um perigoso paradoxo.

    Continua...

    O progressismo - do Cardeal Giuseppe Siri [in «Rivista Diocesana Genovese», janeiro de 1975, pp. 22-36]

    Fonte: Pontifex
    Tradução: OBLATVS

    quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

    COMUNICADO DE MONS. FELLAY


    A excomunhão dos bispos sagrados por S. E. R. Dom Marcel Lefebvre no dia 30 de junho de 1988, que tinha sido declarada pela Sagrada Congregação para os Bispos por um decreto do dia 1º de julho de 1988 e que nós sempre contestamos, foi retirada por outro decreto da mesma Sagrada Congregação no dia 21 de janeiro de 2009, por mandato do Papa Bento XVI.

    Expressamos nossa gratidão filial ao Santo Padre por este ato que, além da mesma Fraternidade, será um bem para toda a Igreja. Nossa Fraternidade deseja poder ajudar sempre mais o Papa a por remédio nesta crise sem precedentes que comove atualmente o mundo católico, e que o Papa João Paulo II tinha designado como um estado de “apostasia silenciosa”.

    Além do nosso reconhecimento ao Santo Padre, e a todos aqueles que ajudaram a chegar a este ato corajoso, nos congratulamos de que o decreto do dia 21 preveja como necessário “conversações” com a Santa Sede, conversações que permitirão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X de expor suas razões doutrinais de fundo que ela considera como a origem das dificuldades atuais da Igreja.

    Neste novo clima, nós temos a firme esperança de chegar logo a um reconhecimento dos direitos da Tradição católica.

    Menzingen, 24 de janeiro de 2009

    + Bernard Fellay

    ENTREVISTA A MONS. FELLAY (CONT.)


    Fotos de don Fellay nas ordenações sacerdotais na Argentina em 2006

    Eis o que coloca um problema muito sério. V. Excia estaria segura de que esse discurso constitui a linha mestra deste pontificado?

    O próprio Motu Proprio afirma essa continuidade, dizendo que as duas duas Missas são uma só, porquehá uma só fé. E como só pode haver uma expressão da única Fé, então há uma só Missa, mas sob duas formas, ordináiria e extraordinária..

    Nos dias seguintes à publicação do Motu Proprio, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou um documento intitulado Respostas a Questões Concernentes a Certos Aspectos da Doutrina da Igreja. De fato, era tartado nele o probema do “subsistit in”. E eis como!

    À questão “O Concílio Vaticano II mudou a doutrina anterior sobre a Igreja?” A resposta é: “O Concílio não quis mudar, e, de fato, não mudou a doutrina em questão. Ele quis antes desenvolvê-la, formulá-la de modo mais adequado, e aprofundar a sua compreensão”
    A segunda questão é mais precisa: «Como deve ser compreendida a afirmação segundo a qual a Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica ? ».


    Ao que respondem os teólogos romanos que, no n° 8 da Lumen Gentium, « subsistir » significa bem a perpétua continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituidos por Cristo na Igreja católica, na qual se encontra concretamente a Igreja de Cristo, nesta terra.

    Mas para logo acrescentar que, «segundo a doutrina católica, é correto afirmar que a Igreja de Cristo está presente e atuando nas Igrejas e comunidades eclesiais que ainda não estão em plena comunhão com a Igreja católica, graças aos elementos de santificação e de verdade que ai se acham». E ousa-se nos dizer que é isso o que a Igreja sempre ensinou. Esses teólogos não tem medo da contradição.

    A terceira questão tem o mérito da clareza: « Por que se uilisa a expressão R16;subsiste emR17; e não simplesmente o verbo R16;éR17; ? ».

    Resposta : «O uso dessa expressão que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica não muda em nada a doutrina sobre a Igreja, mas tem por razão de ser significar mais claramente que fora de suas estruturas acham-se numerosos elementos de santificação e de verdade, que pertencendo propriamente ao dom de Deus à Igreja de Cristo, apelam por eles mesmos à unidade católica». Dito de outro modo, essas comunidades eclesiais estão fora da Igreja, mas elas têm elementos que apelam para a unidade.


    Para bem compreender esse documento, é útil reportar-se às declarações do Cardeal Kasper, o responsável romano do diálogo ecumênico.

    Numa conferência sobre os fundamentos do ecumenismo, ele explicava que a palavra subsiste foi introduzida em lugar da palavra é - constantemente empregada até a encíclica Mystici Corporis de Pio XII -, para tornar possível o ecumenismo na Igreja católica. Assim pois, para ele, essa palavra subsiste é o fundamento do ecumenismo na Igreja católica. Se for supressa essa palavra, e se for recolocado o é acabou o ecumenismo. E a Congregação para a Doutrina da Fe quer nos persuadirr que subsiste equivale a é!

    O problema é que se trata de um texto oficial que emana de Roma. Seus autores nos dizem que eles pretendem esclarecer a posição romana, mas se poderá ler o texto três vezes, cinco vezes, dez vezes, se se quiser, nele não se entende mais nada. É perturbante, mas não é talvez senão um caso particular que não seria preciso generalisar ?

    Não, não é um caso único. Tomemos o documento romano, mais recente, que se intitula, Notas Doutrinais sobre Certos Aspetos da Evangelização. Depois de ter afirmado que a evangelização é muito importante e que é preciso que todo cristão tenha esse cuidado com a evangelização, chega-se ao ecumenismo: « A missão da Igreja é universal. Ela não se limita a regiões determinadas da terra.

    Todas as vezes, que a evangelização se realiza diversamente segundo as diferentes situações nas quais ela se opera». E lá se distingue a missão no sentido próprio, a missio ad gentes que se dirige àqueles que não conhecem Cristo, e a evangelização em sentido largo para os cristãos que não estão mais na Igreja «a evangelização tem lugar também nos países onde vivem cristãos não católicos, sobretudp nos países de velha tradição e de antiga cultura cristã.



    Aqui se requer um verdadeiro respeito por suas tradições e para suas riquezas espirituais, e um sincero espírito de cooperação ».
    Será isso mesmo a evangelização ? Não se trata mais de conversão! No quadro da missio ad gentes, é preciso tentar converter os pagãos, mas com os demais, coopera-se. E se houver conversão ao catolicismo por parte desses cristãos, isso será feito em nome da liberdade religiosa !

    Não estou inventando nada: «Convém notar que se um cristão não católico, por razões de consciência e estando convicto da verdade católica, pede para entrar na plena comunhão da Igreja Católica, será preciso respeitar seu pedido como como obra do Espírito Santo e como expressão da liberdade de consciência e de religião».

    A propósito de conversão, que pensa V. Excia. da oração da Sexta Feira Santa pelos judeus que acaba de ser reformada?

    O Cardeal Kasper que é também responsável das relações com os judeus, fez um comentário autorisado dessa nova oração, ao microfone da Rádio do Vaticano, em 7 de Fevereiro, em perfeito acordo com o Cardeal Bertone, Secretário de Estado da Santa Sé. Ambos explicam que a missão se dirigia ad gentes, mas não ad Judeos.



    Em outros termos, a Igreja por essa nova oração, mesmo se não é dito explicitamente, ela não vai procurar converter os judeus. Foi feita uma montagem muito hábil. Essa oração tem duas partes. Na primeira, não se fala mais de trevas, mas de iluminar, - normalmente, entretanto, se dá luz aos que estão nas trevas.

    Mas é preciso apesar de tudo reconhecer Cristo porque, como disse São Pedro, não há nenhum outro nome dado sob o céu pelo qual se possa ser salvo, excepto o Nome de Jesus. Se, pois, se quer que os judeus sejam salvos, é preciso de todo modo que eles reconheçam Nosso Senhor. Em troca, na segunda parte dessa oração, tudo foi mudado. E essa novidade é tomada da Epístola aos Romanos, que não se pode suspeitar de heterodoxia, mas o versículo citado é fora de propósito.

    Pede-se que, no final dos tempos, quando todas as nações tiverem sido reunidas, Israel se salvará. É uma oração escatológica que se realizará de todo modo, pois que a Sagrada Escritura nos anuncia que no final dos tempos, os judeus se converterão. ,
    Mas não se pede mais a conversão dos Judeus de hoje.. Com isso, penso que não preciso dizer que oração se reza na Fraternidade São- Pio X, na Sexta Feira Santa.

    quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

    ENTREVISTA A MONS. FELLAY (CONT.)



    Todavia, o Senhor escreveu, na recente carta aos Amigos e Benfeitores da Fraternidade São Pio X (n° 72), que a questão litúrgica não é a primeira, e que no fundo nada mudou na situação da Igreja.

    Eu disse efetivamente que a questão litúrgica não é a primeira e que ela só se tornou a primeira enquanto «expressão de uma alteração da fé e correlativamente do culto devido a Deus ». Porque é preciso sempre ver a lex orandi, a liturgia, como a expressão do dogma, a lex credendi.

    A Missa não é um simples cenário, ela deve exprimir toda a fé, todo o espírito católico, de modo que um avanço em direção à liturgia tradicional, como é o Motu Proprio, deveria logicamente corresponder um avanço na direção da doutrina tradicional. Ora, vários recentes documentos romanos indicam claramente que, no fundo, nada mudou verdadeiramente, o que nos obriga à tirar as conclusões práticas que se nos impõem.

    Com efeito, desde Bento XVI, é dito que a doutrina conciliar não introduziu nenhuma mudança com relação à Tradição, como se o Papa tivesse a vontade de tornar o Concílio tradicional ou de fazer conciliar a Tradição. Outrora, todos diziam que o Vaticanoo II, e as reformas conciliares constituiam uma mudança, e mesmo uma ruptura. A atitude comum era ver no Concílio o início de uma nova era, e tudo o que o precedera devia ser esquecido. Certos seminaristas me confessaram mesmo que, nos seminários modernos, eles nada tinham apreendido sobre o que podia ter existido antes do Vaticano II.

    Com essa idéia de mudança na cabeça, o Papa João Paulo II não hesitou em falar de «nova eclesiologia» à propósito do direito canônico reformado. Segundo ele, esse novo direito canônico era a expressão da nova eclesiologia do Vaticano II. Agora, Bento XVI nos diz : « Atenção ! continuidade, não ruptura. É necessário que o presente da Igreja seja ligado a seu passado.E ele irá até utilizar a palavra Tradição. Entretanto, de uma maneira habitual, não é a palavra Tradição sozinha, é a Tradição viva.

    Pode V.Excia nos dar um exemplo preciso dessa nova atitude ?

    O Papa desenvolveu essa nova perpectiva num dos documentos fundamentais de seu pontificado, o discurso de 23 de Dezembro de 2005, diante da Cúria romana. É um texto no qual se vê Bento XVI se separar do ultra-progressismo. Nele ele condena os que querem um Vaticano III, dizendo que o Vaticano II abriu o caminho, que ele lançou idéias, e que é preciso prosseguir nessa direção. Portanto, ir avante para ultrapassar o Vaticano II !

    O Papa condena esse espírito de ruptura. Mas, depois de ter afirmado uma necessária relação com o passado, ele declara que o Vaticano II devia dar à Igreja um novo posicionamento diante do munde. A seus olhos, a grande questão do Vaticano II era definir como a Igreja devia se situar face ao mundo contemporâneo.. E ele desenvolve esse tema em quatro pontos. Em cada vez ele repete a frase: «Era necessário que a Igreja desse uma nova définição da relação entreR30;», a Igreja e o Estado, entre a Igreja e as outras religiões, entre a Igreja e o judaïsmo, e entre a fé e a ciência.

    E se deve haver uma nova relação é porque, de seu ponto de vista, o interlocutor evoluiu. Com efeito, Bento XVI expõe que, no século XX, o mundo, sob seus diversos aspetos, tomara uma posição radical contra a Igreja, o que forçou os Papas a tomarem, eles também, uma posição radical contra o mundo. Pergunta-se, certamente se isso não vai contra a proposição 80 do Syllabus que condena a necessidade para o Papa de se colocar em harmonia com o mundo.

    Não, parece responder Bento XVI, porque depois do século XIX, há esse século XX, em que o mundo se tornou melhor, em todo caso, não tão radical. E aí vem nos dar exemplos ao nível do Estado que não seria mais tão radicalmente oposto à fé, e ao nível das outras religiões, nas quais Bento XVI julga poder encontrar terrenos de entendimento..

    Claramente , ele condena os que defendem a ruptura e insiste em dizer que é preciso uma continuidade com a Tradição, mas, ao mesmo tempo, ele justifica e ratifica todas as mudanças do Vaticano II. Ele, de algum modo as “tradicionalisa”.É preciso que haja continuidade, isso não pode ser de outro modo, portanto, há continuidade. Ele não precisa prová-lo, é uma necessidade da Igreja que haja essa continuidade, portanto há continuidade.

    Eis o que coloca um problema muito sério. V. Excia estaria segura de que esse discurso constitui alinha mestra deste pontificado?

    O próprio Motu Proprio afirma essa continuidade, dizendo que as duas duas Missas são uma só, porquehá uma só fé. E como só pode haver uma expressão da única Fé, então há uma só Missa, mas sob duas formas, ordináiria e extraordinária..

    Nos dias seguintes à publicação do Motu Proprio, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou um documento intitulado Respostas a Questões Concernentes a Certos Aspectos da Doutrina da Igreja. De fato, era tartado nele o probema do “subsistit in”. E eis como!



    À questão “O Concílio Vaticano II mudou a doutrina anterior sobre a Igreja?” A resposta é: “O Concílio não quis mudar, e, de fato, não mudou a doutrina em questão. Ele quis antes desenvolvê-la, formulá-la de modo mais adequado, e aprofundar a sua compreensão”
    A segunda questão é mais precisa: «Como deve ser compreendida a afirmação segundo a qual a Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica ? ».

    Ao que respondem os teólogos romanos que, no n° 8 da Lumen Gentium, « subsistir » significa bem a perpétua continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituidos por Cristo na Igreja católica, na qual se encontra concretamente a Igreja de Cristo, nesta terra.

    Mas para logo acrescentar que, «segundo a doutrina católica, é correcto afirmar que a Igreja de Cristo está presente e atuando nas Igrejas e comunidades eclesiais que ainda não estão em plena comunhão com a Igreja católica, graças aos elementos de santificação e de verdade que ai se acham». E ousa-se nos dizer que é isso o que a Igreja sempre ensinou. Esses teólogos não tem medo da contradição.

    A terceira questão tem o mérito da clareza: « Por que se uilisa a expressão R16;subsiste emR17; e não simplesmente o verbo R16;éR17; ? ».

    Resposta : «O uso dessa expressão que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica não muda em nada a doutrina sobre a Igreja, mas tem por razão de ser significar mais claramente que fora de suas estruturas acham-se numerosos elementos de santificação e de verdade, que pertencendo propriamente ao dom de Deus à Igreja de Cristo, apelam por eles mesmos à unidade católica». Dito de outro modo, essas comunidades eclesiais estão fora da Igreja, mas elas têm elementos que apelam para a unidade.

    Para bem compreender esse documento, é útil reportar-se às declarações do Cardeal Kasper, o responsável romano do diálogo ecumênico.

    Numa conferência sobre os fundamentos do ecumenismo, ele explicava que a palavra subsiste foi introduzida em lugar da palavra é - constantemente empregada até a encíclica Mystici Corporis de Pio XII -, para tornar possível o ecumenismo na Igreja católica. Assim pois, para ele, essa palavra subsiste é o fundamento do ecumenismo na Igreja católica. Se for supressa essa palavra, e se for recolocado o é acabou o ecumenismo. E a Congregação para a Doutrina da Fe quer nos persuadirr que subsiste equivale a é!

    O problema é que se trata de um texto oficial que emana de Roma. Seus autores nos dizem que eles pretendem esclarecer a posição romana, mas se poderá ler o texto três vezes, cinco vezes, dez vezes, se se quiser, nele não se entende mais nada. É perturbante, mas não é talvez senão um caso particular que não seria preciso generalisar ?

    Não, não é um caso único. Tomemos o documento romano, mais recente, que se intitula, Notas Doutrinais sobre Certos Aspetos da Evangelização. Depois de ter afirmado que a evangelização é muito importante e que é preciso que todo cristão tenha esse cuidado com a evangelização, chega-se ao ecumenismo: « A missão da Igreja é universal. Ela não se limita a regiões determinadas da terra. Todas as vezes, que a evangelização se realiza diversamente segundo as diferentes situações nas quais ela se opera»
    E lá se distingue a missão no sentido próprio, a missio ad gentes que se dirige àqueles que não conhecem Cristo, e a evangelização em sentido largo para os cristãos que não estão mais na Igreja «a evangelização tem lugar também nos países onde vivem cristãos não católicos, sobretudp nos países de velha tradição e de antiga cultura cristã. Aqui se requer um verdadeiro respeito por suas tradições e para suas riquezas espirituais, e um sincero espírito de cooperação ».

    Será isso mesmo a evangelização ? Não se trata mais de conversão! No quadro da missio ad gentes, é preciso tentar converter os pagãos, mas com os demais, coopera-se. E se houver conversão ao catolicismo por parte desses cristãos, isso será feito em nome da liberdade religiosa !

    Não estou inventando nada: «Convém notar que se um cristão não católico, por razões de consciência e estando convicto da verdade católica, pede para entrar na plena comunhão da Igreja Católica, será preciso respeitar seu pedido como como obra do Espírito Santo e como expressão da liberdade de consciência e de religião».

    terça-feira, 27 de janeiro de 2009

    ENTREVISTA A MONS. FELLAY SOBRE O MOTU PROPRIO


    Monsenhor, um ano após a promulgação do Motu Proprio Summorum Pontificum pode-se estabelecer um balanço?

    Mons. Fellay: O Motu Proprio, no contexto Catual, é um gesto que raia pelo milagre e por causa dele o Papa tem direito ao nosso pleno reconhecimento.
    Deve-se considerá-lo como uma etapa importante, mas não como a conclusão da crise que conhecemos há vários decénios. Direi mesmo, que ele é uma etapa que levanta problemas novos, porque esse documento modifica a configuração geral em que a Igreja se encontra desde o pós concílio.

    “No fundo, o essencial do Motu Proprio está nestas duas palavras «numquam abrogatam», a Missa tridentina jamais foi abrogada. A finalidade desse documento, que é um documento legislativo, é manifestamente fazer entrar, de novo, na prática da Igreja, o uso da Missa tradicional. Ele se apresenta como uma revisão dos textos precedentes que tratavam dessa questão, os indultos de 1983 e 1988. Ora, um indulto é uma lei particular, uma privata lex, que concedce um privilégio, que consente com uma excepção com relação à lei comum. Na maior parte do tempo, essa excpeção está ligada a certas condições.

    E os dois indultos exprimiam muito fortemente as condições requisitadas: aceitar o Concilio e a nova Missa, sem falar das outras condições arbitrariamente acrescentadas pelos Bispos. Pois bem, no Motu Próprio não se impõe nenhuma condição.
    Dir-me-á o senhor: “Sim, mas nele se fala em reconhecer a santidade da Missa´”.

    Isso não está no Motu Proprio, mas na carta que o acompanha. O facto de que existam dois documentos obriga a distinguir seu valor. Se o Papa queria dar o mesmo valor a tudo, se era preciso compreender o Motu Proprio à luz da carta que o acompanha, ele não teria feito senão um único documento.

    Esse Motu Proprio é um acto legislativo absolutamente único na história da Igreja, e por isso ele suscita problemas novos que vão complicar a situação para as autoridades romanas.



    Com efeito, declarar que a Missa tradicional não foi abrogada, é reconhecer seu estado anterior: o de uma lei universal. Essa Missa é, e sempre foi, a Missa da Igreja. O problema, é que desde então as autoridades romanas fizeram uma nova Missa, e portanto uma nova lei universal. De modo habitual, quando o legislador faz uma nova lei, dessa lei suprime a precedente. Tomemos um exemplo simples: se um legislador decide que se deve dirigir do lado esquerdo, e se um outro legislador decide em seguida que a direcção deve será à direita, a promulgação da segunda lei, anula a primeira. Ora, jamais se viu em toda a história da Igreja, uma tal revisão da lex orandi como a que foi feita pela revolução litúrgica segundo o Concílio Vaticano II. E é nesse contexto que o Papa afirma que a primeira lei não foi abrrogada..

    É como se se dissesse que fosse possível dirigir à direita e à esquerda. É por isso que a primeira parte do Motu Proprio tenta explicar porque se não justifica uma tal situação, a saber, a existência de duas leis universais tratanto do mesmo objecto. E é assim que nos dizem que há duas formas de uma única Missa, uma forma ordinária e uma forma extraordinária. Mas essa explicação é fabricada por razões políticas evidentes. Na realidade, isso não se mantém de pé. É inaceitável, porque isso se choca de frente com a evidência dos fcatos. Entretanto, essa colocação em pé de igiualdade das duas Missas suscitou críticas da parte dos tradicionalistas. E com razão, porque ela é inaceitável. Mas parece-me que é mais uma consequência que um princípio.

    O Motu Proprio não tem por fim afirmar que as duas Missas são uma só, segundo uma forma ordinária e uma forma extraordinária. Não! A finalidade desse documento é instituir um acto legislativo que reintroduza a antiga Missa na vida da Igreja.

    E isso é um passo adiante. A questão é saber: um passso em que dirceção? Esperemos que seja na boa direção! É preciso notar que em parte alguma do próprio documento se acha a palavra “proibido”. Em nenhum lugar é dado, seja ao padre, seja ao Bispo, o direito de proibir a Missa de sempre. Sempre os termos usados antes são «conceder de boa vontade, « acolher favoravelmente o pedido». Há sempre aberturas em favor da antiga Missa. E se houver um problema, será preciso direcioná-lo à autoridade superior, que deverá buscar uma solução. Vão se examinar as coisas para resolver os problemas.

    Há verdadeiramente nisso uma vontade do Papa de fazer um retorno da liturgia tradicional na Igreja. Mas esse retorno não é completo, não é exclusivo, e ele cria problemas. Entretanto, reconhecei que quando se vê alguém que quebrou a perna, e que pela primeira vez coloca o pé no chão, depois de tirar o gesso, a gente festeja esse primeiro passo.

    Ninguém vai exigir desse doente que ele corra como uma pessoa sadia .Aplaudir-se-á esse primeiro passo, mesmo se ele for claudicante, e esperar-se-á o melhor para depois. O Motu Proprio não é o milagre do paralítico que foi curado em um instante, e que começa a saltitar com seu leito às costas. Esse cato jurídico é pelo menos claudicante, mas é um passo. Devolveu-se à Missa o lugar que ela sempre teve, lugar que ela não tinha há 40 anos. Eis porque podemos nos rejubilar.

    Fonte:Nouvelles de Chrétianté, Nº 111 Mai - juin 2008 R26;

    DECLARAÇÃO DE MONS. FELLAY


    MONS. FELLAY DÁ A BENÇÃO NA CAPELINHA EM FÁTIMA
    Temos conhecimento de uma entrevista dada pelo Bispo Richard Williamson, um membro da nossa Fraternidade São Pio X, na TV sueca. Nesta entrevista, ele fala sobre questões históricas, principalmente sobre a questão do genocídio dos judeus pelos nazistas. É claro que um bispo católico não pode falar com as autoridades eclesiásticas em questões da fé e da moral. Nossa fraternidade não reivindica nenhuma autoridade sobre os outros temas. Sua missão é a propagação e da restauração da verdadeira doutrina católica, como exposto nos dogmas da fé.

    É por isso que somos conhecidos, aceitEs e apreciados em todo o mundo. É com grande tristeza que nós constatamos quanto a violação do presente mandato pode ser um mal à nossa missão. As declarações do bispo Williamson não reflectem, em qualquer caso, a posição da nossa fraternidade. Então, eu o proibi até nova ordem, de qualquer tomada de posição pública sobre política ou história. Pedimos perdão ao Sumo Pontífice e a todos os homens de boa vontade, para as dramáticas consequências do acto.

    Embora reconhecemos a inequação destas declarações, não podemos deixar de constatar com tristeza que têm afectado directamente a nossa fraternidade desacreditando a missão. Isso nós não podemos reconhecer e declaramos que iremos continuar a pregar a doutrina católica e administrar os sacramentos da graça de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Menzingen, 27 janeiro 2009

    + Bernard Fellay, superior geral "

    RETIRADA DA EXCOMUNHÃO: "ALEGRIA EM TODA A IGREJA"


    PEREGRINAÇÃO DA FSSPX a Fátima em 21 agosto 2005 com os 4 bispos a quem foi retirada a excomunhão e cerca de 2000 fiéis que os acompanharam de diferentes países

    Porta-voz vaticano comenta gesto do Papa com os quatro bispos lefebvristas

    CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O anúncio da decisão de Bento XVI de retirar a excomunhão de quatro bispos ordenados por Dom Marcel Lefebvre sem mandato do Papa em 1988 foi a melhor notícia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que concluiu nesse domingo.

    Foi o que afirmou o padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, ao comentar o decreto publicado no sábado pela Congregação para os Bispos, com o qual os prelados voltam à plena comunhão eclesial.

    Para o porta-voz vaticano, trata-se de «uma bela notícia, que desejamos que seja um manancial de alegria em toda a Igreja».

    «A retirada da excomunhão dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é um passo fundamental para alcançar a reconciliação definitiva com o movimento iniciado e guiado por Dom Marcel Lefebvre», reconhece o padre Lombardi.


    Retirada das excomunhões: «alegria em toda Igreja»

    Para compreender o significado deste passo, o porta-voz recorda as palavras de Bento XVI em sua carta de introdução ao motu propio Summorum Pontificum, de 7 de julho de 2007, quando escrevia que «olhando para o passado, para as divisões que no decurso dos séculos dilaceraram o Corpo de Cristo, tem-se continuamente a impressão de que, em momentos críticos quando a divisão estava a nascer, não fora feito o suficiente por parte dos responsáveis da Igreja para manter ou reconquistar a reconciliação e a unidade».

    Por isso, escrevia o Papa, temos a obrigação de «realizar todos os esforços para que todos aqueles que nutrem verdadeiramente o desejo da unidade tenham possibilidades de permanecer nesta unidade ou de encontrá-la de novo». «Abramos generosamente o nosso coração...».

    O padre Lombardi recorda que o cardeal Joseph Ratzinger, quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, acompanhou em primeira pessoa os contatos com Dom Lefebvre, em 1988, que ao final se opôs a um acordo com a Santa Sé e ordenou os bispos, desvencilhando-se da unidade eclesial.

    O cardeal Ratzinger, recorda Lombardi, «já naquele tempo tinha buscado fazer todo o possível para manter a unidade da Igreja».


    Vemos de joelhos em oração na Capelinha de NªSª os 4 bispos da FSSPX a quem foi retirada a excomunhão e que agora estão na comunhão plena com o Papa Bento XVI

    A Comissão Ecclesia Dei, constituída por João Paulo II naquela circunstância, «trabalhou com paciência para conservar abertas as vias do diálogo, e diversas comunidades de diferentes maneiras unidas ao movimento lefebvrista puderam já, no curso dos anos, voltar a recuperar a plena comunhão com a Igreja Católica».

    «A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, com quatro bispos, continuava sendo, em todo caso, a comunidade mais importante com a qual era necessário restabelecer a comunhão», recorda o padre Lombardi.

    «Bento XVI manifestou sem dúvida alguma seu compromisso por fazer todo o possível para alcançar este objetivo».

    Este Papa, segue dizendo o padre Lombardi, promoveu este objetivo não só com a publicação do motu proprio Summorum Pontificum, que facilita a celebração da missa seguindo o rito anterior ao Concílio Vaticano II.

    Como prefeito, firmou o documento da Congregação para a Doutrina da Fé que esclarecia alguns pontos discutidos da doutrina eclesiológica do Concílio Vaticano II, e como Papa pronunciou discursos históricos que mostraram «a correta interpretação do Concílio, em continuidade com a tradição», e não como uma ruptura.


    «Tudo isso criou naturalmente um clima favorável, no que os bispos da Fraternidade São Pio X pediram a retirada da excomunhão atestando explicitamente sua vontade de estar na Igreja Católica romana e de crer firmemente no primado de Pedro», constata o padre Lombardi.

    «É bonito que a retirada da excomunhão aconteça no contexto do aniversário dos 50 anos do anúncio do Concílio Vaticano II, de maneira que este evento fundamental não possa ser jamais considerado como um motivo de tensão, mas de comunhão», segue dizendo o sacerdote.



    «O texto do decreto mostra que se está no caminho para a plena comunhão, da qual o Santo Padre deseja a solícita realização. Por exemplo, no decreto publicado não se definem aspectos como o estatuto da Fraternidade e dos sacerdotes que pertencem a ela», constata.

    «Mas a oração da Igreja está unida à do Papa para que se superem todas as dificuldades o quanto antes e se possa falar de comunhão em sentido pleno e sem incerteza alguma», conclui.

    O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA



    O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA
    Catecismo Maior de São Pio X

    A Eucaristia não é somente um Sacramento; é também o sacrifício permanente da Nova Lei, que Jesus Cristo deixou à Igreja, para ser oferecido a Deus pelas mãos dos seus sacerdotes.

    O sacrifício, em geral, consiste em oferecer a Deus uma coisa sensível, e destrui-la de alguma maneira, para reconhecer o supremo domínio que Ele tem sobre nós e sobre todas as coisas.
    Este sacrifício da Nova Lei chama-se a Santa Missa.

    A Santa Missa é o sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies de pão e de vinho, em memória do sacrifício da Cruz.

    O Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes seus ministros sobre os nossos altares, mas, quanto ao modo como é oferecido, o sacrifício da Missa difere do sacrifício da Cruz, conservando todavia a relação mais íntima e essencial com ele.

    Entre o Sacrifício da Missa e o sacrifício da Cruz há esta diferença e esta relação: Jesus Cristo sobre a Cruz se ofereceu derramando o seu sangue e merecendo para nós; ao passo que sobre os altares Ele se sacrifica sem derramamento de sangue, e nos aplica os frutos da sua Paixão e Morte.

    Outra relação do Sacrifício da Missa com o da Cruz é que o Sacrifício da Missa representa de modo sensível o derramamento do Sangue de Jesus Cristo na Cruz; porque em virtude das palavras da consagração só o Corpo de nosso Salvador se torna presente debaixo das espécies de pão, e debaixo das espécies de vinho só o seu Sangue; entretanto, pela concomitância natural e pela união hipostática, está presente, debaixo de cada uma das espécies, Jesus Cristo todo inteiro, vivo e verdadeiro.

    O Sacrifício da Cruz é o único sacrifício da Nova Lei, porque por ele Nosso Senhor aplacou a Justiça Divina, adquiriu todos os merecimentos necessários para nos salvar, e assim consumou da sua parte a nossa redenção. São estes merecimentos que Ele nos aplica pelos meios que instituiu na sua Igreja, entre os quais está o Santo Sacrifício da Missa.

    Oferece-se a Deus o Sacrifício da Missa para quatro fins:
    1º. para honrá-Lo como convém, e deste ponto de vista o sacrifício é latrêutico;
    2º. para Lhe dar graças pelos seus benefícios, e deste ponto de vista o sacrifício é eucarístico;
    3º. para aplacá-Lo, para dar-Lhe a devida satisfação pelos nossos pecados, para sufragar as almas do Purgatório, e deste ponto de vista o sacrifício é propiciatório;
    4º. para alcançar todas as graças que nos são necessárias, e deste ponto de vista o sacrifício é impetratório.

    O primeiro e principal oferente do Santo Sacrifício da Missa é Jesus Cristo, e o sacerdote é o ministro que em nome de Jesus Cristo oferece este sacrifício ao Pai Eterno.

    Foi o próprio Jesus Cristo que instituiu o Santo Sacrifício da Missa, quando instituiu o Sacramento da Eucaristia, e disse que fosse ele feito em memória da sua Paixão.

    O Santo Sacrifício da Missa oferece-se só a Deus. A Missa celebrada em honra da Santíssima Virgem Maria e dos Santos é sempre um sacrifício oferecido só a Deus; diz-se, porém, celebrada em honra da Santíssima Virgem e dos Santos para louvar a Deus neles pelos dons que lhes concedeu, e para alcançar, pela intercessão deles, em maior abundância, as graças de que necessitamos.

    Toda a Igreja participa dos frutos da Missa, mas particularmente: 1º. o sacerdote e os que assistem à Missa, os quais se consideram unidos ao sacerdote; 2º. aqueles por quem se aplica a Missa, e podem ser vivos ou defuntos.

    Para ouvir bem e com fruto a Santa Missa são necessárias duas coisas: 1º. modéstia exterior; 2º. devoção interior.

    A modéstia exterior consiste particularmente em estar modestamente vestido, em observar o silêncio e o recolhimento, e em estar, quanto possível, de joelhos, excetuando o tempo dos dois evangelhos, que se ouvem estando de pé.

    O melhor modo de praticar a devoção interior ao ouvir a Santa Missa abarca o seguinte:
    1º. unir, desde o começo, a própria intenção à do sacerdote, oferecendo a Deus o Santo Sacrifício para os fins por que foi instituído;
    2º. acompanhar o sacerdote em cada uma das orações e ações do Sacrifício;
    3º. meditar a Paixão e Morte de Jesus Cristo e detestar, de todo o coração, os pecados que Lhe deram causa;
    4º. a comunhão sacramental, ou ao menos a espiritual, ao tempo em que o sacerdote comunga.

    A Comunhão espiritual é um grande desejo de se unir sacramentalmente a Jesus Cristo, dizendo por exemplo: "Meu Senhor Jesus Cristo, eu desejo de todo o meu coração unir-me a Vós agora e por toda a eternidade"; e fazendo os mesmos atos que se fazem antes e depois da Comunhão sacramental.

    A recitação destas orações [o Rosário, por exemplo] não impede ouvir com frutos a Missa, desde que haja um esforço possível de seguir as cerimônias do Santo Sacrifício.

    É coisa boa rezar também pelos outros quando se assiste à Santa Missa; e até o tempo da Santa Missa é o mais oportuno para rezar pelos vivos e pelos mortos.

    Terminada a Missa, devemos dar graças a Deus por nos ter concedido a graça de assistir a este grande sacrifício e pedir-Lhe perdão das faltas cometidas enquanto a assistíamos.
    Fonte:S.Pio V

    segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

    OS 4 BISPOS DA FSSPX A QUEM FOI RETIRADA A EXCOMUNHÃO EM FOTOS


    Os Bispos da FSSPX durante a Missa Pontifical em Fátima em 21 agosto 2005


    Em 21 agosto 2005 a Fraternidade peregrinou a Fátima com os seus 4 bispos e 2000 fiéis


    Mons Tissier ordena 4 padres e 11 diáconos em Ecône em 2006


    Mons.Fellay ordena 4 diáconos de diferentes países na Argentina em 2006


    Mons.Richard consagra 8 padres e 7 diáconos em Ecône em 2007


    Mons.Fellay consagra 7 padres ucranianos a 16 de outubro de 2007


    Mons.Fellay consagra uma capela na polónia a 13 de outubro de 2007



    Don Bernard Fellay Superior Geral da Fraternidade Sacedotal de S.Pio X ordena na Austrália um padre e 2 diáconos em dezembro 2007

    HOMILIA DE DON MANUEL FOLGAR NA JORNADA DE ORAÇÃO PELO PAPA E SACERDOTES EM PONTEVEDRA



    sábado 24 de enero de 2009

    JORNADA DE ORACIÓN POR EL PAPA Y LA SANTIFICACIÓN DE LOS SACERDOTES EN PONTEVEDRA
    Celebración de la Santa Misa y Adoración del Santísimo Sacramento. Publicamos a continuación la homilía de Don Manuel Folgar y el reportaje fotográfico.

    "Adorad a Dios todos sus ángeles" son las palabras con las que comienza el Introito de la Santa Misa en este tercer domingo después de Epifanía. De esta forma la Iglesia nos invita y exhorta también a nosotros a excitar en nuestro corazón sentimientos de verdadera adoración hacia Dios, dador de todos los bienes materiales y espirituales que poseemos.



    Al participar en la Santa Misa la primera disposición que nos debe embargar es precisamente el deseo de adorar a Dios al reconocer su inmensidad y nuestra pequeñez; su majestad infinita y nuestra pobreza; su santidad y nuestra pobre condición de pecadores. Dios es el "tres veces Santo".

    La adoración a Dios es el fruto que germina en un corazón verdaderamente humilde, consciente y sabedor de su nada, que reconoce a Dios como el supremo bien y la fuente de su propia existencia: "en Dios somos, nos movemos y existimos" y "fuera de Dios no existe nada de cuanto fue hecho".



    Ciertamente, cada vez que participamos en la Santa Misa, nos unimos a los ángeles que adoran a Dios constantemente en su presencia. Nos unimos también a los santos, adoradores de Dios en la Jerusalén del Cielo, nuestra patria verdadera; del mismo modo también desde la Iglesia purgante suben permanentemente actos de adoración a la Suprema Majestad de Dios.

    Pero, sobre todo, en la Santa Misa nos unimos a Nuestro Señor Jesucristo y a la Santísima Virgen que desde el Altar de la Cruz ofrecen y tributan al Padre la suprema adoración en nombre de todos los redimidos.



    Igual que la Virgen Santísima vivió en perfecta unión con su Hijo, así también nosotros hemos de hacer nuestros los sentimientos y actos de adoración de Nuestro Redentor, uniéndonos íntimamente a Él por las manos maternales de la Virgen Corredentora.

    Jesucristo es el perfecto adorador del Padre y en Él hemos de encontrar la inspiración y el modelo para llegar a ser también nosotros por Él, con Él y en Él adoradores "en espíritu y verdad".



    La adoración de Jesús al Padre se perpetúa en la renovación del Santo Sacrifico de la Misa, pues cada vez que en la Iglesia se renueva este Santo Sacrificio "anunciamos la muerte del Señor y proclamamos su Resurrección hasta que Él vuelva".

    La Iglesia aparece así ante el mundo como el Cuerpo Místico de Cristo. Un Cuerpo en el que todos sus miembros, desde su cabeza -Cristo-, hasta los más sencillos y humildes, forman un cuerpo de adoradores "en espíritu y en verdad". Un cuerpo que tributa a la Trinidad Santísima el culto de adoración, la alabanza y la glorificación que le es debida.



    La adoración habrá de ser el fruto de nuestro amor verdadero y de nuestro reconocimiento sincero al Señor, de quien es el Reino, el poder y la gloria por siempre.
    La adoración habrá de ser también el fruto de nuestro amor sincero a los hermanos y a todos los hombres, pidiendo perdón por todos los que no creen, no adoran, no esperan y no aman al Señor.Amén.

    Fonte:Fraternidad Cristo Sacerdote e Santa Maria Reina

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